Eu li esse texto pelo menos umas 10 vezes, recomendo que você leia com muita atenção.
Não é verdade que todas as amizades duradouras nascem no momento em que você finalmente encontra outra pessoa que tem certa percepção (embora superficial e vaga) daquilo que você nasceu desejando, e que, por baixo do fluxo de outros desejos e em todos os silêncios momentâneos entre as paixões mais gritantes, você tem buscado, observado e ouvido noite e dia, ano após ano, desde a infância até a idade adulta? Acontece que você nunca teve isso. As coisas que arrebataram profundamente sua alma não passaram de pistas daquilo – piscadelas sedutoras, promessas nunca inteiramente cumpridas, ecos que se foram assim que caíram em seus ouvidos. Porém, se a coisa realmente se tornar manifesta – se um dia você ouvir um eco que não se desfez, mas se transformou no próprio som – você o saberá. Diante de qualquer possibilidade de dúvida você dirá para si mesmo: “Foi para isso mesmo que eu fui feito”. Não dá para contar isso aos outros. É a assinatura secreta de cada alma, o desejo incomunicável e insaciável; aquilo que desejávamos antes de conhecer nossas esposas ou nossos amigos, ou de ter escolhido nossa profissão, e que devemos continuar desejando até morrermos, quando a mente já não mais conhecer esposa, nem amigos, nem trabalho. Será sempre assim, enquanto formos gente. Se deixarmos escapar isso, estaremos pondo tudo a perder.
C.S. Lewis em O Problema do Sofrimento
Não é verdade que todas as amizades duradouras nascem no momento em que você finalmente encontra outra pessoa que tem certa percepção (embora superficial e vaga) daquilo que você nasceu desejando, e que, por baixo do fluxo de outros desejos e em todos os silêncios momentâneos entre as paixões mais gritantes, você tem buscado, observado e ouvido noite e dia, ano após ano, desde a infância até a idade adulta? Acontece que você nunca teve isso. As coisas que arrebataram profundamente sua alma não passaram de pistas daquilo – piscadelas sedutoras, promessas nunca inteiramente cumpridas, ecos que se foram assim que caíram em seus ouvidos. Porém, se a coisa realmente se tornar manifesta – se um dia você ouvir um eco que não se desfez, mas se transformou no próprio som – você o saberá. Diante de qualquer possibilidade de dúvida você dirá para si mesmo: “Foi para isso mesmo que eu fui feito”. Não dá para contar isso aos outros. É a assinatura secreta de cada alma, o desejo incomunicável e insaciável; aquilo que desejávamos antes de conhecer nossas esposas ou nossos amigos, ou de ter escolhido nossa profissão, e que devemos continuar desejando até morrermos, quando a mente já não mais conhecer esposa, nem amigos, nem trabalho. Será sempre assim, enquanto formos gente. Se deixarmos escapar isso, estaremos pondo tudo a perder.
C.S. Lewis em O Problema do Sofrimento
Nossa, que texto legal! =)
ResponderExcluirEstavamos falando sobre isso essa semana na faculdade... os contratos secretos que fazemos...
Já está chegando a reta final...
"prossigo para o alvo"
=) Grande abraço!
Gosto tanto desse livro, e do Lewis tb! E esse trecho, sem dúvida, nos faz querer ler 1, 2, 30 vezes até a gente entender de vez. A vida só faz sentido mesmo quando a gente aprende a ouvir esse "eco que não se desfaz", quando a gente finalmente descobre nossa assinatura secreta...
ResponderExcluirMuito legal esse testo Eliéser, axei mt bom!
ResponderExcluirUm Abração
Humberto
Nossa...lindo e significativo. Vou usar na próxima aula da saudade!
ResponderExcluirRoberta.