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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sobre foguetes e hábitos

Um foguete para sair da órbita da terra faz um enorme esforço para vencer a força gravitacional. Grande parte da sua energia e combustível é gasto nessa empreitada. Além do que o seu maior desgaste, devido ao atrito, acontece nesse período. Vencido essa barreira ele passa a viajar de maneira calma e tranquila ganhando a imensidão do infinito.

Nas nossas vidas é assim também. Para adquirir uma determinada habilidade ou hábito, como tocar um instrumento, ou dirigir um veículo, o início é desgastante e trazem um grande estresse, como dores na ponta dos dedos no primeiro caso e dores nas pernas no segundo. Mas a medida que conseguimos romper as dificuldades e medos iniciais, passamos a executar essas habilidades de maneira quase natural.

O mesmo acontece para nos desfazermos de certos hábitos e adquirirmos outros. O autor Stephen R. Covey diz que “romper com tendências profundamente arraigadas como as de procrastinar, criticar, ser impaciente e egoísta, tendências que violam princípios básicos da eficiência humana exigem muito mais do que um pouquinho de força de vontade e mudanças sutis em nossas vidas.” Demanda, pelo contrário, um esforço tremendo, mas assim que superamos as dificuldades iniciais, toda a liberdade assume um novo sentido.

Dessa forma, temos o desafio de mudar de dentro para fora, mudando o que é preciso dentro de nós para que as coisas se realizem no nosso exterior. Essa abordagem demonstra que as vitórias particulares precedem as vitórias públicas, que cumprir as promessas feitas a nós mesmo vem antes do cumprimento de promessas feitas a outros.

O nosso desafio é romper com os nossos limites e dificuldades a partir de hoje. Sabendo que fácil não será, mas se não o fizermos poderemos ficar apenas a margem das nossas vidas, não conseguindo atravessar para o outro lado.

Por Eliéser Ribeiro