terça-feira, 15 de março de 2011

Nem todo político é igual - DIVULGUEM

O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.


Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.


Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.


“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

Notícia retirada do endereço: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-02-05/politica/1848/ESTREIA-COM-EXEMPLO-DE-AUSTERIDADE.pnhtml

Ele escolheu os simples

Jesus escolheu setenta pessoas e os enviou com o exclusivo propósito de anunciar a sua Palavra para as cidades onde Ele haveria de ir. Ou seja, alguns servos fiéis foram anunciar o Caminho, preparar o coração do povo acerca de Cristo, que em breve estaria se dirigindo para aquelas cidades. Era costume de um líder enviar seus empregados antes, para anunciar a sua ida a determinada cidade ou lugar. Jesus como Embaixador do céu, representante do Pai na terra, envia os seus servos como arautos.

Essas pessoas escolhidas eram gente simples, pessoas que acompanhavam Jesus pelo caminho e que não tinham grandes pretensões de ganhos financeiros e nem de posição social. Essa comissão não era composta nem mesmo de nenhum discípulo direto de Jesus (algum dos doze). Não faziam parte dessa comissão escribas, fariseus, levitas e nem sacerdotes. Eram apenas leigos que seguiam a Jesus, por acreditarem nos seus ensinamentos.

Quando eles voltaram de sua missão, estavam sobremodo alegres e disseram terem feito grandes realizações, como expulsar demônios em nome de Jesus e terem autoridade sobre potestades. Mas Jesus os alerta para não se alegrarem com isso, mas se alegrarem pelo nome deles estarem arrolados nos céus (Lucas 10: 17 a 20).

O mais interessante deste evento é que exultou Jesus em Espírito disse ao Pai: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelastes aos pequeninos. Porque assim foi do teu agrado (Lucas 10:21). Jesus ainda se volta para os seus discípulos (os doze) e acrescenta: Bem-aventurados os olhos que vêem as coisas que vós vedes. Pois eu vos afirmo que muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não o ouviram (Lucas 10:23 e 24).

Minha oração é que o Senhor me dê coração simples para que eu possa ver as suas obras e que as coisas desse mundo não me invadam o coração a ponto de não deixar enxergar o que é mais importante.

Eliéser Ribeiro

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia nacional do Poeta - pitadas de Drummond

Mãos dadas - Drummond

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.


Graça para Ajudar em Tempo Apropriado - John Piper

Você observou que esta tradução é um pouco diferente de outras? A tradução habitual da última sentença é: “Acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”. E, “graça para ajudar em tempo apropriado” é também uma tradução literal e exata. Não existe contradição entre essas duas traduções. Porém, algumas traduções chamam a atenção à nossa necessidade; nesta, literal, ao tempo de Deus.

Acho que precisamos focalizar na graça do tempo de Deus. Quando temos uma necessidade, nos sentimos bastante inquietos a respeito de quando Deus satisfará tal necessidade. Queremos que Ele o faça agora! Não é natural pensarmos que a graça de Deus será mostrada tanto em seu tempo como em sua forma. Mas Hebreus 4.16 lembra-nos a buscarmos a Deus não somente quanto ao tipo de graça de que necessitamos, mas também quanto ao tempo dessa graça.

Isto pode mudar nossa atitude na oração. O tempo de Deus é freqüentemente estranho, e isso não deveria surpreender-nos, visto que, “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8). Deus pode compactar mil anos de impacto em um dia e levar mil anos para fazer a obra de um dia. No primeiro caso, Ele não fica sobrecarregado, e, no segundo, não se mostra apressado. Como disse o apóstolo Pedro: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada” (2 Pe 3.9).

Portanto, não nos surpreendamos com o fato de que “ajudar em tempo apropriado” seja na perspectiva de Deus algo diferente do que o é na nossa perspectiva, mas a dEle é sempre melhor. É sempre graça para nós. É uma graça que deve sempre receber nossa confiança pelo que ela é e pelo tempo em que nos será dada.

Eu preciso de ajuda. Sempre. Em tudo. Estou simplesmente enganando a mim mesmo, se penso que posso mover-me por alguns centímetros sem a ajuda de Deus. “Pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais” (At 17.25). Preciso da ajuda de Deus para o bem de minha fé, a qual é fraca. Preciso dela para estimular o meu zelo e para dar-me poder para evangelizar. Preciso desta ajuda para a adoração autêntica. Preciso dela para ter coragem no viver santo. Preciso da ajuda de Deus para a transformação de meus filhos adolescentes em jovens humildes, respeitáveis e centralizados em Deus. Preciso dela para que eu possa ministrar esperança, gozo e ousadia aos nossos missionários e para receber orientação quanto a planejar o futuro. Preciso da ajuda de Deus para milhares de outras exigências, ênfases e agradáveis possibilidades.

Gosto muito de pensar na soberania de Deus em administrar seu tempo. Por exemplo, Daniel afirmou que o Senhor “muda o tempo e as estações” (Dn 2.21). Isto significa que as épocas de bênçãos modestas ou imensas em nossa vida, nosso lar e nossa igreja estão nas mãos de Deus. Ele geralmente determina o tempo de nossas bênçãos, de modo que a sua sabedoria, e não a nossa, seja ressaltada. Deus está mais interessado na paciência da fé do que em nossa satisfação instantânea. O tempo de Deus pagará os seus dividendos, além do que podemos imaginar. Sempre é “graça para ajudar em tempo apropriado”. O tempo e o conteúdo da bênção são graciosos. A fé descansa nos aspectos e no momento da graça de Deus.

Por isso, este convite de Hebreus 4.16 é muito precioso para mim. Preciso de ajuda, mas, não a mereço. No entanto, Deus provê ajuda, porque seu trono é um trono de graça e ajuda imerecida. Em todas estas necessidades, o Senhor tem “graça para ajudar em tempo apropriado”. Nosso dever consiste em aproximar-nos dEle com ousadia, achar e receber essa ajuda do trono da graça. Temos razão para crer que Ele nos ouvirá e nos ajudará no tempo apropriado.

Portanto, cheguemos confiantemente junto ao trono da graça e recebamos o que Deus tem para nós — uma graça soberanamente designada e controlada quanto ao tempo para o nosso maior bem.

Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL

Gente Humilde

Vídeo abaixo

Chico Buarque

Composição: Garoto, Chico Buarque e Vinicius de Moraes

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a tudo
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde Que vontade de chorar

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Seguir Jesus: será que vale a pena?

Uma grande multidão seguia Jesus e então eele se voltou para ela e disse: vocês precisam considerar cuidadosamente se vale a pena me seguir (Lucas 14:25). Daí Jesus explica que aqueles que querem segui-lo precisam pagar um preço, e que no balanço geral esse preço não era pouca coisa.

O que Jesus pede a toda a multidão é para negar a si mesmo, tomar a sua cruz e caminhar (Lucas 14:27). Negar a si mesmo significa abrir mão do seu próprio eu, não fazer a sua vontade, não realizar os seus planos, mas fazer a vontade de Jesus, realizar os planos Dele em você.

Imaginem vocês quem começaria uma construção de uma torre sem primeiro fazer os cálculos e depois verificar se tem dinheiro suficiente para completá-la. O dinheiro poderia dar para construir apenas os alicerces e não completaria a obra. Muitos que vissem esse projeto zombariam de seu administrador pelo seu insucesso.

Imaginem um rei que algum dia pensou em ir à guerra sem primeiro sentar-se com os seus conselheiros e discutir se seu exército de 10.000 homens é capaz de derrotar os 20.000 homens que vem marchando contra ele. Se acharem que não, provavelmente vão enviar um embaixador para negociar a paz.

Você também precisa avaliar as condições de seguir a Jesus, pois Ele mesmo afirma que ninguém pode ser seu discípulo se não quiser abrir mão de tudo que possui. Senão pode servir de zombaria, ou pode ser pego desprevenido.

Da multidão que acompanhava Jesus, poucos o seguiam. Existe uma grande diferença entre acompanhar e seguir alguém. Enquanto acompanhar significa ser complemento ou acessório de algo, seguir significa agir do mesmo modo, tomar como modelo. Da multidão de evangélicos que cresce vertinosamente no Brasil, muitos apenas acompanham e poucos seguem a Cristo realmente.

Se você está numa igreja ou comunidade evangélica há mais de 5 anos, faça um esforço de memória e tente lembrar quantos que já saíram do caminho, ou deixaram de acompanhar os cultos, provavelmente essas pessoas desistiram de negar a si mesmos, ou não quiseram mais pagar o preço. E, infelizmente, muitos que estão com você hoje daqui ha outros 5 anos também não estarão do seu lado.

O caminho que eles seguiam era bom, assim como o sal, mas se eles errarem o caminho e perderem o sabor? Sal sem sabor não presta para nada, nem para adubo (Lucas 14: 35).

Faça você também o seu balanço, pois as opções para errar o alvo são muitas, mas a mira do acerto é uma só. Portanto, não é fácil acertar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Há vagas para tacógrafo polar

Adimite-se novos funcionários para a vaga de tacógrafo polar.
O salário inicial é excelente.
Deve-se ter bastante experiência com corrida e atividades aeróbicas.



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Diga-me com quem andas e direi quem és!

Grande parte das nossas ideias, valores, opiniões e atitudes são influenciadas pelas pessoas que nos cercam e pelos grupos que a gente faz parte. Você pode discordar dessa ideia dizendo que todas as suas motivações são individuais, caindo em explicações psicológicas, mas não pode ignorar que grande parte de nossas ações são realizadas levando-se em conta o que os outros vão achar. Agimos em resposta a algum estímulo, ou na expectativa de algum retorno.

De acordo com sociologia todos têm algum grupo de referência que é um conjunto de indivíduos que serve de padrão de comparação para aquilo que a gente faz no dia-a-dia. Esses grupos de referência funcionam para a gente avaliar o valor ou desejabilidade relativos de nossa aparência, pensamentos, sentimentos e comportamento. Assumimos um grupo por vários motivos: ou como origem de modelos que imitamos, não raro na esperança de tornarmo-nos membros desse grupo; ou como fonte de expectativas que podemos usar para julgar o quão é adequada nossas atitudes. Nesse contexto, o dito popular “diga-me com quem andas e direi quem és” faz todo sentido.

Por sermos seres sociais, e termos os outros como referência, com quem nos relacionamos direta, ou indiretamente tem toda importância para nossa trajetória de vida. A bíblia nos orienta nessa direção. O livro de Provérbio talvez seja o mais prático de toda a escritura sagrada. Ele nos mostra como tratar com os vizinhos, como lidar os que nos devem dinheiro e como a gente escolhe aqueles para andar perto.

Em Provérbios 12:26 lemos assim: "O justo serve de guia para o seu companheiro, mas o caminho dos perversos os faz errar". Aquele que é justo tende a desenvolver um contexto de justiça em torno de si, por isso aquele que se relaciona com ele tende a adquirir ou aproveitar dessa justiça. Por outro lado, a maldade possibilita ainda mais ações erradas, criando uma espiral de coisas ruins. Alguém aí conhece aquele cara que tudo que ele faz dá certo? Ou quem sabe você conheça alguma moça que parece que tem uma nuvem negra por cima dela, pois tudo de errado aconteça com ela?

Além do mais: "Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau" (Provérbios 13:20). Toda a nossa vida é feita de pequenas decisões e os nossos hábitos são a soma, ao longo do tempo, do montante dessas decisões. E para tomar essas decisões precisamos de sabedoria, que nos ajudará a escolher entre o certo e o errado, entre o justo e o injusto, entre a fé e a descrença, entre o bonito e o feio. No final das contas, aquele que anda com os sábios será influenciado a tomar decisões sábias, por outro lado se andarmos com os insensatos teremos a grande chance de tomarmos decisões tolas.

Por isso, ao escolhermos nosso grupo de referência na faculdade, no trabalho, no futebol, no salão de beleza, na igreja precisamos escolher andar com aqueles que vão nos acrescentar valores positivos e somar a nossa fé. Vejam bem, não estou dizendo para você não andar com aquele seu amigo meio drogado, nem com aquela menina meio fútil. Afinal de contas eles precisam da sua companhia e você precisa da deles. Por vezes, Jesus era muito mal acompanhado. Mas não os tenha como referência, como suas principais influências. Dentro de pouco tempo muitos saberão quem você é pela qualidade de quem você anda.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Só um pedaço de papel colorido?

LEMBRO-ME de certa vez quando dei uma palestra para a Força Aérea e que um velho e experiente oficial levantou-se e disse: “Não sei qual a utilidade disso tudo. No entanto, veja bem, eu também sou um homem religioso. Sei que há um Deus. Eu o senti quando estava sozinho, no deserto, à noite: um grande mistério. E esta é precisamente a razão por que eu não acredito nos seus dogmas e nas suas fórmulas reducionistas e bem comportadas sobre Deus. Para qualquer um que já o tenha encontrado, tudo isso parece tão mesquinho, pedante e irreal!”

De certa forma, até concordei com aquele homem. Penso que ele deve ter tido alguma experiência real com Deus no deserto. E quando ele voltou dessa experiência para os credos cristãos, acredito que ele voltou de algo real para algo menos real. Da mesma forma que uma pessoa que olha da praia para o oceano Atlântico e, depois, olha o Atlântico no mapa — ela também estará voltando de algo real para alguma coisa menos real: das ondas do mar para um pedaço de papel colorido. Porém, é aí que está o ponto. O mapa é reconhecidamente um pedaço de papel colorido, mas há duas coisas que você deve lembrar. Primeiro, ele é baseado no que milhares de pessoas descobriram navegando o Atlântico de verdade. Dessa forma, um indivíduo tem atrás de si milhares de experiências tão reais quanto a que você poderia ter tido da praia; com a diferença de que, enquanto a sua seria um vislumbre único, o mapa reúne todas as variadas experiências. Segundo, se você quer chegar a algum lugar, o mapa é absolutamente necessário. Para quem está apenas interessado em fazer algumas caminhadas na praia, a visão pessoal é muito mais agradável do que olhar para um mapa. Acontece que o mapa terá mais utilidade do que as caminhadas pela praia se você deseja chegar a outro continente.

CS Lewis – de Mere Christianity [Cristianismo Puro e Simples]

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ser ou parecer ser?

Há uns 5 anos caminhava com duas amigas minhas e debatíamos sobre a importância de ser ou parecer ser. Lembro-me que elas tentavam me convencer de que o mais importante era ser. No entanto, com uma retórica espetacular e com uma força de espírito tremenda as convenci de que parecer ser era o mais importante, pois apenas o ser não levaria muito longe.

Os idos de 2005 era tempo de muito estudo para mim, vivia as voltas com Maquiavel, Hobbes, Rousseau, entre outros. Tinha a força do pensamento social de séculos a meu favor e a disposição diligente do meu espírito para buscar os problemas da alma humana. Conseguia equilibrar bem intelecto e emoção, ciência e religião, razão e fé.

Passado-se os anos, e olhando cada vez mais para dentro de mim, me convenço de que o mais importante é ser e não parecer ser.

Hoje sinto, muito mais do que penso, que felizes são aqueles que estão com suas verdades bem estabelecidas, vejo que as pessoas que tem o interior bem firmados suportam mais os desafios da vida, observo que os fortes são os que acreditam e não os que raciocinam.

“Temos que ser, antes de dizer. Temos que viver, antes de mostrar. Temos que falar a Deus antes de falar aos homens. Temos que reter a Palavra, antes de ensiná-la. Temos que adornar a doutrina que professamos com uma vida irrepreensível”.

Pela manhã meditei sobre o primeiro homicídio entre Caim e Abel, que me levou ao texto de 1 Sm 16:7b
“O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração”.
Pensei também que todo o ensinamento de Jesus se concentrou na disposição interior, mais do que com a conduta exterior (note a essência do sermão do monte Mt 5 a 7).

E essas passagens me levam a crer que Deus está mais preocupado com o meu ser, com a minha disposição interior diante da vida, com a centralidade da minha existência e minha missão aqui, do que o que as pessoas estão achando de mim, o que eu represento para as pessoas, quais são as minhas obrigações (ops. Não estou dizendo que isso não seja importante).

Desse modo, a essa altura da vida tenho me convencido que ser é mais importante do que parecer.

Nesse sentido, devo orar mais e falar menos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Campanha de Doação de Sangue



Temos a meta de alcançar 25 doadores de sangue...

Vamos participar galera.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Feliz Ano Novo

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Morte e vida Severina

O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,

que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.

Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem falo
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da Serra da Costela,
limites da Paraíba.

Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia. Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.

E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia
de fraqueza e de doença
(é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar
alguns roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,

passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.
(...)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os diversos sentidos de EDUCAÇÃO

No começo do século XIX, o governo do estado de Virgínia, nos Estados Unidos, sugeriu a diversas tribos de índios que enviassem alguns de seus jovens para estudar nas escolas dos brancos. Em sua carta-resposta, os chefes indígenas recusaram delicadamente a proposta. Eis algumas das razões alegadas por eles:

Nós estamos convencidos de que os senhores desejam o nosso bem e agradecemos de todo coração. Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes de ver as coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa idéia de educação é diferente da nossa. (...)

Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência, Mas quando eles voltaram para nós eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo ou construir uma cabana, e falavam muito mal a nossa língua. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros.

Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão concordamos que os nobres senhores de Virgínia nos enviem alguns de seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos deles homens.

(Citado em: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo, Brasiliense, 1984. P. 8-9 apud OLIVEIRA, P.S. Introdução à Sociologia. São Paulo: Editora Ática, 2004)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

UM CHINÊS LOURO, DE OLHOS AZUIS

Há alguns anos, conheci em Nova York um jovem que não falava uma palavra em inglês e estava evidentemente perplexo com os costumes americanos. Pelo “sangue”, era tão americano como qualquer outro, pois seus pais haviam nascido em Indiana e tinham ido para a China como missionários.

Órfão desde a infância, o rapaz fora criado por uma família chinesa, numa aldeia distante. Todos os que o conheceram o acharam mais chinês do que americano. O fato de ter olhos azuis e cabelos claros impressionava menos que o andar, os movimentos dos braços e das mãos, a expressão facial e os modos de pensar que caracterizavam os chineses.

A herança biológica era americana, mas a formação cultural fora chinesa. Ele voltou para a China.

KLUCKHOHN, Clyde. Antropologia: um espelho para o homem. Belo Horizonte: Itatiaia, 1963.p. 30.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Uma interpretação sobre a comemoração do Natal por CS Lewis.

Há três coisas que levam o nome de “Natal”. A primeira é a festa religiosa. Ela é importante e obrigatória para os cristãos mas, já que não é do interesse de todos, não vou dizer mais nada sobre ela. A segunda (ela tem conexões histórias com a primeira, mas não precisamos falar disso aqui) é o feriado popular, uma ocasião para confraternização e hospitalidade. Se fosse da minha conta ter uma “opinião” sobre isso, eu diria que aprovo essa confraternização. Mas o que eu aprovo ainda mais é cada um cuidar da sua própria vida. Não vejo razão para ficar dando opiniões sobre como as pessoas devam gastar seu dinheiro e seu tempo com os amigos. É bem provável que elas queiram minha opinião tanto quanto eu quero a delas. Mas a terceira coisa a que se chama “Natal” é, infelizmente, da conta de todo mundo.

Refiro-me à chantagem comercial. A troca de presentes era apenas um pequeno ingrediente da antiga festividade inglesa. O Sr. Pickwick levou um bacalhau a Dingley Dell [1]; o arrependido Scrooge [2] encomendou um peru para seu secretário; os amantes mandavam presentes de amor; as crianças ganhavam brinquedos e frutas. Mas a idéia de que não apenas todos os amigos mas também todos os conhecidos devam dar presentes uns aos outros, ou pelo menos enviar cartões, é já bem recente e tem sido forçada sobre nós pelos lojistas. Nenhuma destas circunstâncias é, em si, uma razão para condená-la. Eu a condeno nos seguintes termos.

1. No cômputo geral, a coisa é bem mais dolorosa do que prazerosa. Basta passar a noite de Natal com uma família que tenta seguir a ‘tradição’ (no sentido comercial do termo) para constatar que a coisa toda é um pesadelo. Bem antes do 25 de dezembro as pessoas já estão acabadas – fisicamente acabadas pelas semanas de luta diária em lojas lotadas, mentalmente acabadas pelo esforço de lembrar todas as pessoas a serem presenteadas e se os presentes se encaixam nos gostos de cada um. Elas não estão dispostas para a confraternização; muito menos (se quisessem) para participar de um ato religioso. Pela cara delas, parece que uma longa doença tomou conta da casa.

2. Quase tudo o que acontece é involuntário. A regra moderna diz que qualquer pessoa pode forçar você a dar-lhe um presente se ela antes jogar um presente no seu colo. É quase uma chantagem. Quem nunca ouviu o lamento desesperado e injurioso do sujeito que, achando que enfim a chateação toda terminou, de repente recebe um presente inesperado da Sra. Fulana (que mal sabemos quem é) e se vê obrigado a voltar para as tenebrosas lojas para comprar-lhe um presente de volta?

3. Há coisas que são dadas de presente que nenhum mortal pensaria em comprar para si – tralhas inúteis e barulhentas que são tidas como ‘novidades’ porque ninguém foi tolo o bastante em adquiri-las. Será que realmente não temos utilidade melhor para os talentos humanos do que gastá-los com essas futilidades?

4. A chateação. Afinal, em meio à algazarra, ainda temos nossas compras normais e necessárias, e nessa época o trabalho em fazê-las triplica.

Dizem que essa loucura toda é necessária porque faz bem para a economia. Pois esse é mais um sintoma da condição lunática em que vive nosso país – na verdade, o mundo todo –, no qual as pessoas se persuadem mutuamente a comprar coisas. Eu realmente não sei como acabar com isso. Mas será que é meu dever comprar e receber montanhas de porcarias todo Natal só para ajudar os lojistas? Se continuar desse jeito, daqui a pouco eu vou dar dinheiro a eles por nada e contabilizar como caridade. Por nada? Bem, melhor por nada do que por insanidade.

____
Publicado originalmente em God in the dock — Essays on Theology and Ethics (Deus no banco dos réus – Ensaios sobre Teologia e Ética), 1957.
[1] Samuel Pickwick é o personagem principal de Pickwick Papers, romance de Charles Dickens no qual suas aventuras são narradas. Dingley Dell é o nome de uma fazenda, um dos cenários do romance. (N. do T.)
[2] Referência ao avarento milionário Ebenezer Scrooge, personagem da obra Um Conto de Natal, de Charles Dickens. (N. do T.)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Veja o que as pessoas fazem por um Hublot

Bernie Ecclestone, o chefão da Fórmula 1, mostrou grande senso de imbecilidade e desperdício de oportunidade de contribuir com a moral. No último dia 24/11 ele foi agredido em um assalto em Londres. De olho roxo, o dirigente posou para um anúncio de relógio no qual o slogan é "Veja o que as pessoas fazem por um Hublot". Dê uma olhada no anúncio abaixo.


É esse tipo de fetichização com as mercadorias e essas propagandas que incentivam cada vez mais pessoas a cometerem atos violentos e a desrespeitarem regras sociais.

Quem sabe o próximo a comprar um Hublot, não queira tomar um soco no olho como o chefão da fórmula 1.

Porcos capitalistas

#prontofalei

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Filmes do Final de Semana







Bastados Inglórios Surpreendente do começo ao fim.
Duelo de Titãs, como um bom drama ensina aspectos muito importantes sobre a vida.

sábado, 13 de novembro de 2010

O DILEMA DE ALICE

Nesse sábado (13/11) tive o privilégio de assistir a superprodução repaginada de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS com a magnífica direção de Tim Burton e grande elenco, entre eles, Johnny Depp.

O filme, além de me remeter a infância, me fez refletir sobre um dilema que todo indivíduo se faz ao adquirir a consciência da sua maioridade:

Quem sou eu?

Em um dado momento do filme quando Alice se depara com a lagarta sábia, que lhe pergunta quem é ela.

A bela jovem diz:
"... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma..."

A trama se desenrola até que a bela garota caiu em si e percebe que todo aquele contexto não era apenas sonho, mas que aquele mundo era resultado de suas escolhas.

E, que, portanto, a resposta de que Alice que todos esperavam no país das maravilhas era ela mesma mudaria o destino de todos ali.

Somente quando a Alice teve um encontro com a própria Alice é que ela pode assumir o seu papel e vencer o monstro que aterrorizava o país das maravilhas.

A história pode ser infantil, mas revela uma grande situação que podemos viver constantemente. Em muitas situações na vida somos levados a acertarmos as contas conosco mesmo e assumirmos quem realmente somos para que a história tenha um desfecho feliz. No entanto, temos medo, ou dúvidas de quem somos e isso faz toda diferença no curso de nossas vidas.
Recomendo que assistam ao filme e reflitam sobre isso.

E que ao final você cheguem à conclusão de que “a única forma de alcançar o impossível é pensar que é possível."

Ps. Desde criança acho essa história muito sombria.

O grande desafio

Existem certos tipos de filme que agradam muita gente. Entre eles, os que são baseados ou inspirados em fatos reais costumam fazer sucesso, principalmente, quando bem conduzidos e com um bom roteiro costurando a história que, claro, tem que ser boa para ser contada.

Com um tema que remete para alguns bons títulos como Encontrando Forrester, Escritores da Liberdade e até o clássico Ao Mestre Com Carinho, O Grande Desafio entra para a galeria dos "filmes de vitória" com uma mensagem importante para o espectador além de um pouco de ensinamento sobre as relações humanas numa época influenciada pelo racismo.

A história se passa nos anos 30, no Texas, e acompanha a trajetória do professor Melvin Tolson (mais tarde poeta na vida real) formando sua equipe de debatedores negros da pequena Universidade de Wiley, dispostos a enfrentar a tradicional e imbatível campeã da modalidade, frequentada por brancos. Embora a questão da cor da pele seja pungente, as palavras ganham mais força, mas uma cena simples vivida pelo professor e os alunos, como a do porco e seu proprietário, reflete claramente o horror da intolerância racial.

Inspirado em fatos reais, O Grande Desafio tem bom roteiro, fotografia, trilha sonora e boa direção de Denzel Washington, que vive o personagem Tolson. Com elenco escorado em veteranos (Washington e Forest Whitaker), mas boas atuações de novatos, o filme emociona e provoca a reflexão sob vários aspectos, fruto óbvio dos debates, principal matéria prima da trama.


Texto: http://www.adorocinema.com/colunas/o-grande-desafio-818/