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Este blog é para compartilhar algumas ideias e sentimentos sobre sociedade, vida cristã, política e no limite até futebol.


Sim, passava aqui frequentemente há vinte anos…
Rubem Alves
Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
Agora que a mansão está concluída,
"Julgar e escolher, no seu sentido mais radical, forma atitudes criadas na Grécia: é este um dos sentidos da criação grega da política e da filosofia. Entendo por política não intrigas de corte, nem lutas entre grupos sociais que defendem seus próprios interesses ou posições apenas, mas uma atividade coletiva cujo objetivo é a instituição da sociedade enquanto tal. É na Grécia que encontramos o primeiro exemplo de uma sociedade deliberando explicitamente acerca de suas leis, e modificando-as. Em outros lugares, as leis são herdadas dos ancestrais, ou são dádivas dos deuses, quando não do Único Deus Verdadeiro; mas não são estabelecidas, isto é, criadas, pelos homens após discutirem e confrontarem, coletivamente, as leis boas e más.


Este é um mundo de retribuição, em que ninguém ama quem não tem nada a oferecer. Quem são os nossos favoritos? Os notáveis, os talentosos, os destacados, os fluentes, os bonitos, os ricos, os famosos, os sábios, os espirituais, os afinados, os inteligentes, os que lembram o nosso nome. Quanto mais admiráveis nos parecerem as qualidades de alguém, mais naturalmente - mais inevitavelmente - essa pessoa parecerá merecedora do nosso amor.
“Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar”
Andam propalando por aí, que seria saudável para democracia brasileira que houvesse uma alternância de poder. Essa argumentação baseia-se principalmente na crença de que novas agendas políticas poderiam ser oxigenadas com uma nova cara no planalto. Na verdade essa argumentação é construída por uma oposição que ainda não encontrou um discurso plausível e politicamente melhor para substituir a atual gestão governista.