sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Crise nos valores

Quino, Autor da “Mafalda”, desiludido com os rumos deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso nos cartoons o seu sentimento.

Click na imagem para ler.





quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As coisas mudam com o tempo

Vou lhe dizer pelo menos um motivo para sempre ser legal com as pessoas.





Porque as coisas mudam com o tempo.

"Nunca desvalorize ninguém... Guarde cada pessoa perto do seu coração, porque um dia você pode acordar e perceber que perdeu um diamante enquanto estava muito ocupado colecionando pedras."









segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quais são as bandeiras da oposição?



Depois de ler o texto abaixo fiquei pensando qual será o papel que a oposição deverá desempenhar no Brasil de agora em diante.

http://www.brasilianas.org/blog/luisnassif/a-sindrome-de-carolina

O texto relata que todos teriam percebido que o Brasil mudou, e junto com eles os seus temas principais também, menos a oposição brasileira, no caso os partidos de direita (PSDB, DEM, PP etc), não teria percebido isso. Mantendo dessa forma um discurso encardido e sem eco na sociedade.

Nesse sentido, acredito que eles terão que reformular o discurso e terão que refazer os projetos. O Serra é só a ponta de um iceberg que acredita que o Brasil é para poucos. Por trás dele ainda existe um classe inteira, que envolve intelectuais, jornalistas, formadores de opinião e políticos etc que acreditam no Estado mínimo, que o problema da desigualdade é culpa das pessoas que não se esforçam, que inclusão social é esmola social, que o estado não tem que intervir com um forte agente econômico, que o Brasil não deve intervir em questões internacionais e etc.

Isso me ocorreu, porque sei da importância de uma boa oposição para o desenvolvimento político e institucional do país. No entanto, as suas bandeiras não se sustentam mais no mastro do elitismo. Acredito que vivemos uma mudança na política brasileira vinda de cima. A velha revolução passiva, mas agora feita de forma positiva.

Meus queridos (as) precisamos pensar o Brasil do futuro, pois o país vai desenvolver em doses inimagináveis. E as bases para esse crescimento precisam ser montadas agora. Quando eu falo de base, eu falo de questões legais, institucionais, estruturais e etc. Esses elementos que dão suporte e organização para ordem social.

Além do mais, teremos Copa do Mundo, Olimpíadas e o país estará em cartaz para o mundo.

O grande lance é que o Brasil sempre teve o povo maravilhoso (e toda aquela conversa de brasileiro ufanista), mas esse povo sempre foi considerado o matuto, o jeca, o malandro, o malemolente, o passivo, mas, seja com for sempre foi alijado de todo o processo.

Mas agora o povo tem voz, tem força, consome, pode viver de maneira (não plena) mas digna.

E a oposição vai ter que enxergar isso, sob o risco de sucumbir.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

REALIDADE - FERNANDO PESSOA

Sim, passava aqui frequentemente há vinte anos…
Nada está mudado — ou, pelo menos, não dou por isto —
Nesta localidade da cidade …

Há vinte anos!…
O que eu era então! Ora, era outro…
Há vinte anos, e as casas não sabem de nada…

Vinte anos inúteis (e sei lá se o foram!
Sei eu o que é útil ou inútil?)…
Vinte anos perdidos (mas o que seria ganhá-los?)

Tento reconstruir na minha imaginação
Quem eu era e como era quando por aqui passava
Há vinte anos…
Não me lembro, não me posso lembrar.

O outro que aqui passava, então,
Se existisse hoje, talvez se lembrasse…
Há tanta personagem de romance que conheço melhor por dentro
De que esse eu-mesmo que há vinte anos passava por aqui!

Sim, o mistério do tempo.
Sim, o não se saber nada,
Sim, o termos todos nascido a bordo
Sim, sim, tudo isso, ou outra forma de o dizer…

Daquela janela do segundo andar, ainda idêntica a si mesma,
Debruçava-se então uma rapariga mais velha que eu, mais lembradamente de azul.
Hoje, se calhar, está o quê?
Podemos imaginar tudo do que nada sabemos.
Estou parado físisca e moralmente: não quero imaginar nada…

Houve um dia em que subi esta rua pensando alegremente no futuro,
Pois Deus dá licença que o que não existe seja fortemente iluminado,
Hoje, descendo esta rua, nem no passado penso alegremente.
Quando muito, nem penso…
Tenho a impressão que as duas figuras se cruzaram na rua, nem então nem agora,
Mas aqui mesmo, sem tempo a perturbar o cruzamento.

Olhamos indiferentemente um para o outro.
E eu o antigo lá subi a rua imaginando um futuro girassol,
E eu o moderno lá desci a rua não imaginando nada.

Talvez isso realmente se desse…
Verdadeiramente se desse…
Sim, carnalmente se desse…

Sim, talvez…

Sobre Simplicidade e Sabedoria

Rubem Alves

Pediram-me que escrevesse sobre simplicidade e sabedoria. Aceitei alegremente o convite sabendo que, para que tal pedido me tivesse sido feito, era necessário que eu fosse velho.

Os jovens e os adultos pouco sabem sobre o sentido da simplicidade. Os jovens são aves que voam pela manhã: seus vôos são flechas em todas as direções. Seus olhos estão fascinados por 10.000 coisas. Querem todas, mas nenhuma lhes dá descanso. Estão sempre prontos a de novo voar. Seu mundo é o mundo da multiplicidade. Eles a amam porque, nas suas cabeças, a multiplicidade é um espaço de liberdade. Com os adultos acontece o contrário. Para eles a multiplicidade é um feitiço que os aprisionou, uma arapuca na qual caíram. Eles a odeiam, mas não sabem como se libertar. Se, para os jovens, a multiplicidade tem o nome de liberdade, para os adultos a multiplicidade tem o nome de dever. Os adultos são pássaros presos nas gaiolas do dever. A cada manhã 10.000 coisas os aguardam com as suas ordens (para isso existem as agendas, lugar onde as 10.000 coisas escrevem as suas ordens!). Se não forem obedecidas haverá punições.

No crepúsculo, quando a noite se aproxima, o vôo dos pássaros fica diferente. Em nada se parece com o seu vôo pela manhã. Já observaram o vôo das pombas ao fim do dia? Elas voam numa única direção. Voltam para casa, ninho. As aves, ao crepúsculo, são simples. Simplicidade é isso: quando o coração busca uma coisa só.

Jesus contava parábolas sobre a simplicidade. Falou sobre um homem que possuía muitas jóias, sem que nenhuma delas o fizesse feliz. Um dia, entretanto, descobriu uma jóia, única, maravilhosa, pela qual se apaixonou. Fez então a troca que lhe trouxe alegria: vendeu as muitas e comprou a única.

Na multiplicidade nos perdemos: ignoramos o nosso desejo. Movemo-nos fascinados pela sedução das 10.000 coisas. Acontece que, como diz o segundo poema do Tao-Te-Ching, “as 10.000 coisas aparecem e desaparecem sem cessar.“ O caminho da multiplicidade é um caminho sem descanso. Cada ponto de chegada é um ponto de partida. Cada reencontro é uma despedida. É um caminho onde não existe casa ou ninho. A última das tentações com que o Diabo tentou o Filho de Deus foi a tentação da multiplicidade: “Levou-o ainda o Diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a sua glória e lhe disse: ‘Tudo isso te darei se prostrado me adorares.’“ Mas o que a multiplicidade faz é estilhaçar o coração. O coração que persegue o “muitos“ é um coração fragmentado, sem descanso. Palavras de Jesus: “De que vale ganhar o mundo inteiro e arruinar a vida?“ (Mateus 16.26).

O caminho da ciência e dos saberes é o caminho da multiplicidade. Adverte o escritor sagrado: “Não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne“ (Eclesiastes 12.12). Não há fim para as coisas que podem ser conhecidas e sabidas. O mundo dos saberes é um mundo de somas sem fim. É um caminho sem descanso para a alma. Não há saber diante do qual o coração possa dizer: “Cheguei, finalmente, ao lar“. Saberes não são lar. São, na melhor das hipóteses, tijolos para se construir uma casa. Mas os tijolos, eles mesmos, nada sabem sobre a casa. Os tijolos pertencem à multiplicidade. A casa pertence à simplicidade: uma única coisa.

Diz o Tao-Te-Ching: “Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.“

Diz T. S. Eliot: “Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?“

Diz Manoel de Barros: “Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar. Sábio é o que adivinha.“

Sabedoria é a arte de degustar. Sobre a sabedoria Nietzsche diz o seguinte: “A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente, a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphus, o homem do gosto mais apurado. “A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir. O homem do saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço.“ Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas“. Imagine um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre eles: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, para e pergunta ao seu corpo: “De toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?“ E assim, depois de meditar, escolhe um...

A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria. Não só nós. Diz Bachelard que o universo inteiro tem um destino de felicidade.

O Vinícius escreveu um lindo poema com o título de “Resta...“ Já velho, tendo andado pelo mundo da multiplicidade, ele olha para trás e vê o que restou: o que valeu a pena. “Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas...“ “Resta essa capacidade de ternura...“ “Resta esse antigo respeito pela noite...“ “Resta essa vontade de chorar diante da beleza...“. Vinícius vai, assim, contando as vivências que lhe deram alegria. Foram elas que restaram.

As coisas que restam sobrevivem num lugar da alma que se chama saudade. A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo. É para isso que necessitamos dos deuses, para que o rio do tempo seja circular: “Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o encontrarás...“ Oramos para que aquilo que se perdeu no passado nos seja devolvido no futuro. Acho que Deus não se incomodaria se nós o chamássemos de Eterno Retorno: pois é só isso que pedimos dele, que as coisas da saudade retornem.

Ando pelas cavernas da minha memória. Há muitas coisas maravilhosas: cenários, lugares, alguns paradisíacos, outros estranhos e curiosos, viagens, eventos que marcaram o tempo da minha vida, encontros com pessoas notáveis. Mas essas memórias, a despeito do seu tamanho, não me fazem nada. Não sinto vontade de chorar. Não sinto vontade de voltar.

Aí eu consulto o meu bolso da saudade. Lá se encontram pedaços do meu corpo, alegrias. Observo atentamente, e nada encontro que tenha brilho no mundo da multiplicidade. São coisas pequenas, que nem foram notadas por outras pessoas: cenas, quadros: um filho menino empinando uma pipa na praia; noite de insônia e medo num quarto escuro, e do meio da escuridão a voz de um filho que diz: “Papai, eu gosto muito de você!“; filha brincando com uma cachorrinha que já morreu (chorei muito por causa dela, a Flora); menino andando à cavalo, antes do nascer do sol, em meio ao campo perfumado de capim gordura; um velho, fumando cachimbo, contemplando a chuva que cai sobre as plantas e dizendo: “Veja como estão agradecidas!“ Amigos. Memórias de poemas, de estórias, de músicas.

Diz Guimarães Rosa que “felicidade só em raros momentos de distração...“ Certo. Ela vem quando não se espera, em lugares que não se imagina. Dito por Jesus: “É como o vento: sopra onde quer, não sabes donde vem nem para onde vai...“ Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples. (Concerto para corpo e alma, pg. 09.)

domingo, 22 de agosto de 2010

Um homem precisa viajar


"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

Amyr Klink

Não entendo

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

Clarice Lispector, (1920 — 1977) escritora, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A grade

Agora que a mansão está concluída,
os trabalhadores começam a grade.
São barras de ferro com pontas de aço
capazes de tirar a vida a quem se arrisque sobre elas.
Uma obra prima que impedirá a entrada de famintos, crianças de rua e vagabundos.
Vagabundos de toda espécie.
Entre as barras e sobre as pontas de aço
nada passará exceto
a chuva, a morte e o dia de amanhã.

Carl August Sandburg

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Política e cidadão

"Julgar e escolher, no seu sentido mais radical, forma atitudes criadas na Grécia: é este um dos sentidos da criação grega da política e da filosofia. Entendo por política não intrigas de corte, nem lutas entre grupos sociais que defendem seus próprios interesses ou posições apenas, mas uma atividade coletiva cujo objetivo é a instituição da sociedade enquanto tal. É na Grécia que encontramos o primeiro exemplo de uma sociedade deliberando explicitamente acerca de suas leis, e modificando-as. Em outros lugares, as leis são herdadas dos ancestrais, ou são dádivas dos deuses, quando não do Único Deus Verdadeiro; mas não são estabelecidas, isto é, criadas, pelos homens após discutirem e confrontarem, coletivamente, as leis boas e más.

(...) A educação (Paideia) dos cidadãos consiste, acima de tudo, na tomada de consciência, pelas pessoas, de fato, de que a pólis é também cada uma delas, e de que o destino da pólis depende também do que elas pensam, fazem e decidem; em outras palavras: a educação é participação na vida pública"

CASTORIADIS, Cornelius. A Polis Grega e a Criação da Democracia.

Parte do caráter de Deus


Da parte de Deus a criação parece ser um expediente infinito de delegação. Ele não fará nada por Si mesmo que possa ser feito por suas criaturas. Suponho que isso se deva ao fato de ser Ele um doador. Ele nada tem a doar senão a Si mesmo. Entregar-se a Si mesmo é executar Suas obras - em certo sentido e em vários níveis diferentes, é ser Ele mesmo - por meio das coisas que criou.

Adaptado do livro "Oração: cartas à Malcon" de CS Lewis pág. 91 Ed. Vida.

sábado, 31 de julho de 2010

Lições de uma caminhada


É muito interessante sair da rotina e fazer alguma coisa bastante diferente.Lições e perspectivas distintas nos são reveladas de maneira muito natural.

No último dia 25/07/2010 participei de um evento realizado na minha cidade, um enduro a pé por algumas trilhas e matas fechadas.

Meu tio me chamou para compor a equipe dele e fomos com toda animação. Mas essa não foi suficiente para fazer de nós uma equipe competitiva para ganhar o prêmio.

No entanto, a experiência foi muito produtiva e pedagógica.

Durante o percurso nos perdemos por duas vezes e o desânimo me abateu com frequencia.
Tivemos a chance de sermos rebocados pela a equipe de apoio, mas seguimos adiante!

Duas moças da minha equipe eram desconhecidas para mim. E foram elas que me ensinaram as lições mais importantes da caminha.

Uma delas depois de estar muito cançada, com alguns arranhões e sentindo fraqueza no corpo, tentei convencê-la a ser rebocada.
Ela me disse:
- Tudo o que a gente começa, tem que terminar.

A outra, demonstrava uma disposição de uma adolescente e uma sabedoria de uma ancião.
Depois de alguns momentos que caminhavámos perdidos, pois nossa trilha não se encontrava no mapa, paramos e começamos a conversar.
Ao invés do desânimo natural, nessas situações, ela começou a refletir sobre a importância de estar ali.

Ela dizia, mais ou menos assim:
- O importante da vida é fazer isso que estamos fazendo agora, nos alegrando, aproveitando a natureza.
_ A vida da gente é muito mais do que a rotina de trabalho. Isso tudo aqui é o mais importante.

Depois disso um senhor passou pela estrada e nos deu algumas orientações e achamos novamente o caminho.

Ao final de seis horas de caminhada, nossa equipe conseguiu chegar ao destino.

As dores na perna e a sensação de ter valido a pena foi a tônica ao chegar.


ENSINANDO PELO EXEMPLO


Uma mãe levou seu filho ao Mahatma Gandhi e implorou:

"Por favor, Mahatma, diga a meu filho para deixar de comer açúcar."
Gandhi fez uma pausa e disse:
"Traga seu filho de volta daqui há 2 semanas."
Intrigada a mulher agradeceu e disse que faria como ele ordenara.
Duas semanas depois, ela voltou com o filho. Gandhi fitou os olhos do jovem e disse:
"Pare de comer açúcar."
Agradecida, mas perplexa, a mulher perguntou:
"Porque me pediu para trazê-lo em duas semanas? Poderia ter dito a mesma coisa antes..."
Gandhi replicou:
"Há duas semanas eu estava comendo açúcar."

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ninguém nasce um criminoso e a paz não vem em cápsulas



O texto de Provérbio 22:6 diz assim: ensine a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele.

Uma das grandes polêmicas da humanidade é saber por que as pessoas fazem o que fazem. Grandes pensadores e estudiosos já refletiram sobre a questão. A resposta que encontra maior consenso é que atitudes são reflexos do aprendizado que uma criança tem dentro da sua família e do meio social em que vive.

Todas as pessoas são entregues ao mundo como uma folha em branco. Ao longo de sua história a experiência e suas reações vão escrevendo um texto nessa folha que apresenta os seus gostos, preferências, opiniões e crenças. A qualidade desse texto vai depender de uma série de fatores, mas principalmente dos ensinamentos e exemplos que as pessoas que se relacionaram com ela foram imprimindo ao longo da vida.

Os sociólogos identificam duas fases importantes da produção desse texto, que eles chamam de socialização primária e secundária. O primeiro tem o seu passo inicial dentro da família, o segundo fica a cargo dos relacionamentos com amigos e em instituições como a escola e o trabalho.

O texto de Provérbio e o vídeo acima têm a ver com a socialização primária, que é quando a criança recebe a sua primeira carga de valores morais e éticos. Isso acontece porque nessa fase a criança começa a interiorizar o mundo do qual ela fará parte. Essa interiorização é o processo pelo qual a sociedade está adentrando o indivíduo, através da transferência de informações e valores. A partir dessa transferência forma-se a personalidade, a consciência, absorvendo aquilo que se observa dos familiares e das pessoas adultas.

Ninguém nasce um criminoso e nem a paz vem em cápsulas. Os comportamentos e atitudes são aprendidos. Por isso os adultos têm que ter mais responsabilidade pelos seus atos, por isso não se pode tercerizar a educação dos filhos e por isso uma criança é a esperança de um futuro. Quem sabe ela não aprenda coisas boas!

Abraço demorado!


terça-feira, 13 de julho de 2010

Mafalda e a filosofia!

Igual a mim quando meus alunos me perguntam em sala de aula:

- Professor, o que é filosofia?



Click duas vezes na imagem para conseguir ler


Querida Mafalda!!!


sexta-feira, 9 de julho de 2010

O chamado que preciso cumprir


ISAÍAS 58: 4 A 7

Vocês passam os dias de jejum discutindo e brigando e chegam até a bater uns nos outros. Será que vocês pensam que, quando jejuam assim, eu vou ouvir as suas orações?

O que é que eu quero que vocês façam nos dias de jejum? Será que desejo que passem fome, que se curvem como um bambu, que vistam roupa feita de pano grosseiro e se deitem em cima de cinzas? É isso o que vocês chamam de jejum? Acham que um dia de jejum assim me agrada?

“Não! Não é esse o jejum que eu quero. Eu quero que soltem aqueles que foram presos injustamente, que tirem de cima deles o peso que os faz sofrer, que ponham em liberdade os que estão sendo oprimidos, que acabem com todo tipo de escravidão.

O jejum que me agrada é que vocês repartam a sua comida com os famintos, que recebam em casa os pobres que estão desabrigados, que dêem roupas aos que não têm e que nunca deixem de socorrer os seus parentes.

Pratique Atos de Bondade - Segue abaixo 55 sugestões


01- Entregue biscoitos caseiros para os trabalhadores urbanos da Prefeitura
02- Traga flores para o ambiente de trabalho e compartilhe com os colegas
03- Traga uma surpresa especial para seus colegas de trabalho.
04- Compre uma pizza para um estranho
05- Cante em um asilo de idosos.
06- Corte corações de papel que dizem “Semana dos Atos de Bondade! Tenha um bom dia!” e coloque debaixo dos limpadores de pára-brisa dos carros estacionados.
07- Tenha um dia de caridade no seu trabalho, e incentive seus colegas a trazerem alimentos não-perecíveis para serem doados.
08- Sorteie nomes no trabalho ou na escola, e incentive as pessoas a trazerem um pequeno presente para um “amigo oculto”
09- Dê uma fruta fresca para alguém.
10- Faça um elogio por dia.. no mínimo um!
11- Ligue ou visite para uma pessoa que está longe de casa.
12- Entregue latas de refrigerante de graça para motoristas.
13- Seja um bom vizinho.
14- Decida falar uma coisa agradável para todo mundo que você encontrar hoje.
15- Dê um abraço em um amigo
16- Diga para seus filhos que você os ama.
17- Escreva um bilhete de agradecimento para alguém que influenciou sua vida positivamente.
18- Doe sangue ou cadastre-se como doador de medula óssea.
19- Deixe outro motorista parar na sua vaga de estacionamento.
20- Dê a um estranho um par de ingressos para assistir ao jogo.
22- Deixe uma gorjeta generosa.
23- Abra a porta para alguém.
24- Liga para alguém com quem você não conversa há algum tempo.
25- Pague para a pessoa que estiver atrás de você na fila do cinema.
26- Por uma semana, faça todos os atos de bondade que te vierem à mente espontaneamente, e repare o que acontecerá!
27- Mande um presente anônimo para um amigo.
28- Deixe uma nota de vinte reais no bolso de alguém que você sabe estar passando por dificuldade financeira.
29- Organize uma coleta de sangue, em parceria com o Hemominas.
30- Crie um pequeno informativo contando histórias de atos de bondade. Coloque nas caixas de correio do seu bairro.
31 - Coloque uma faixa dizendo “Pratique atos de bondade” em uma
avenida movimentada da sua cidade.
32 - Leve seus filhos com você para ajudar no sopão um dia.
33 - Crie uma cesta de café da manhã para uma família necessitada,
com um cartão feito por cada pessoa da sua família.
34 - Deixe um arranjo de flores na porta do seu vizinho de forma
anônima.
35 - Crie um álbum da família com fotos e histórias de atos de bondade
realizados por vocês. À medida que o tempo passa, seus filhos podem
ver como os atos de bondade influenciaram a vida deles.
36 - Prenda uma sacolinha na porta do quarto de cada membro da
família. Por uma semana, coloque um presentinho, doce, ou bilhete
na porta cada dia, para que eles encontrem quando acordar de
manhã.
37 - Ajude um amigo ou vizinho que perdeu o emprego a fazer um currículo.
38 - Pare seu carro quando alguém estiver querendo atravessar a rua.
39 - Deixe um “crédito extra” em uma lanchonete para que o próximo
cliente não tenha que pagar.
40 - Ligue para pessoas que moram longe apenas para dizer que
41 - Compre um livro, escreva suas inicias e sua cidade no verso da
capa, e depois de lido, entregue para alguém. Incentive os leitores
do livro a doarem o livro depois de lido, também colocando suas
iniciais no verso da capa.
42 - Sorria e diga oi para alguém que você não conhece.
43 - Surpreenda alguém na sua casa com um café da manhã na cama.
44 - Insira um bilhete com uma piada engraçada na bolsa do seu
filho ou conjuge.
45 - Recomende seus filhos que doem alguns brinquedos para
crianças carentes.
48 - Desligue as luzes quando você não estiver usando.
49 - Tome banhos mais curtos para não gastar água.
50 - Aprenda a consertar itens como relógios, óculos, celulares, etc.
e doe objetos consertados para pessoas de baixa renda.
51 - Ofereça aconselhamento jurídico, psicológico ou faça pesquisas
para idosos ou pessoas de baixa renda.
52 - Doe roupas de bebê e outros itens para gestantes e mães carentes.
53 - Perdoe uma dívida de alguém.
54 - Limpe o lixo na beira de uma rua no seu bairro.
55 - Ganhe mais + 1 para Cristo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Os critérios do amor

Este é um mundo de retribuição, em que ninguém ama quem não tem nada a oferecer. Quem são os nossos favoritos? Os notáveis, os talentosos, os destacados, os fluentes, os bonitos, os ricos, os famosos, os sábios, os espirituais, os afinados, os inteligentes, os que lembram o nosso nome. Quanto mais admiráveis nos parecerem as qualidades de alguém, mais naturalmente - mais inevitavelmente - essa pessoa parecerá merecedora do nosso amor.

Nossa tendência mais natural é amar as pessoas pelo que são capazes de fazer, seja essa capacidade efetiva ou potencial. Nisso consiste o que chamo de Lei Crua do Amor: não amamos as pessoas, amamos suas competências.

Com raras exceções, a Lei Crua do Amor rege todos os nossos relacionamentos e todas as nossas afeições. Sei muito bem aqueles que me sinto tentado a amar: os virtuosos, os compassivos, os articulados, os bonitos, os fluentes, os criativos, os destemidos, os galantes, os que sabem dançar, os indomáveis, os modestos, os heróis que não conhecem o seu próprio valor. São essas as competências que estão no topo da minha lista. Mas cada pessoa estabelece o próprio critério de seleção. O que temos todos em comum é a tendência de amar aqueles que demonstram ter a competência que admiramos.

- Paulo Brabo, em Bacia das Almas

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A COPA DO MUNDO É NOSSA!

“Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar”
(1 Coríntios 9:26).

Essa semana iniciou-se a 19ª edição da Copa do Mundo. São 32 times disputam o mundial, depois das fases eliminatórias de cada continente, farão 64 jogos em um período de 30 dias. Como brasileiros, temos uma grande expectativa. O futebol é o esporte mais popular em nossa nação (algo que não acontece com a própria África do Sul, que tem o Rugby como esporte nacional). O Brasil é o maior campeão de todos os tempos e a única seleção a participar de todos os mundiais. Esse ano, semelhante aos últimos campeonatos, nos jogos disputados pela seleção “canarinho”, todo o país irá parar. Todos torcendo, esperando mais uma grande atuação de nossa Seleção.

Três grandes características fazem de um time de futebol um vencedor: o preparo físico, a técnica e o entrosamento da equipe. Essas mesmas características podem ser figuradamente utilizadas para expressar verdades espirituais. Paulo faz uma comparação parecida do esporte com a caminhada cristã no capítulo 9 de 1 Coríntios: “um atleta a tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível nós, porém, a incorruptível” (1Co 9:26).

O condicionamento do atleta espiritual, seu “preparo físico”, se dá através de uma vida de piedade, através do exercício da fé, tanto em constante oração como uma vida dirigida pela adoração. O apóstolo Paulo nos informa que “corro também eu, não sem meta”. E a meta do verdadeiro cristão é a perfeição: “não que eu o tenha já recebido ou já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar...” (Fl 3:12). Uma vida de piedade é uma marca indispensável na vida de cada crente em uma Igreja vitoriosa.

A técnica do cristão é o conhecimento bíblico e doutrinário. As Escrituras Sagradas são nossa única regra de fé e prática. Por isso, devemos amá-la, lê-la, conhece-la para poder vive-la. Paulo orienta seu pupilo Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1Tm 4:16). O conhecimento do que realmente Deus quer falar a nossa vida através de sua palavra, isto é, a sã doutrina, é algo essencial em uma Igreja vencedora.

E, por último, o entrosamento em campo é a vida de comunhão da Igreja. O próprio Jesus Cristo disse: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12:25). Apenas com uma vida de piedade e conhecimento doutrinário, sem a comunhão com os demais irmãos da Igreja, não teremos a força necessária para fazer diferença no mundo, como o próprio Deus quer que façamos. Devemos buscar estar juntos, no mesmo propósito, “tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento” (Fl 2:2). Uma Igreja unida é uma Igreja que triunfa.

Nesse início de Copa do Mundo, ainda não sabemos qual equipe será a vencedora. O nosso país pode ganhar ou não. Mas, na vida espiritual podemos ter uma certeza: “em todas estas coisas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8:37).

Que Deus nos abençoe!

Rev. Alberto Sperber 3ª IPManhuaçu

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A falácia da alternância de poder

Andam propalando por aí, que seria saudável para democracia brasileira que houvesse uma alternância de poder. Essa argumentação baseia-se principalmente na crença de que novas agendas políticas poderiam ser oxigenadas com uma nova cara no planalto. Na verdade essa argumentação é construída por uma oposição que ainda não encontrou um discurso plausível e politicamente melhor para substituir a atual gestão governista.

De concreto mesmo o que torna uma sociedade democrática é haver instituições que assegurem, a cada cidadão, a possibilidade real de escolher. O ideal democrática não se fundamenta na ideia vaga de alternância, mas na possibilidade segura de que o povo possa escolher quem vai governar no próximo pleito.